Jogos Vorazes, mas sem tanta política e com muito tiro na cara: Battle Royale
Comecei a ler Battle Royale porque adoro Jogos Vorazes e fiquei na expectativa dele ser melhor ainda. Terminei sem achar que ele seja melhor, mas também não acho que seja pior que Katniss e sua turma. Explico: a construção de mundo dele para além dos jogos é menor do que em Jogo Vorazes. Enquanto Suzanne Collins faz uma explícita crítica ao capitalismo, à especularização da desgraça, à desigualdade social e regimes fascistas que tem o capital como principal arma de controle; Koushun Takami simplifica tudo a apenas um governo totalitário (que se você ler nas entrelinhas, vai ter uma grande pitada de crítica ao governo comunista da Coreia do Norte). Battle Royale cresce quando a gente analisa o jogo e a construção dos personagens. Acompanhamos diferentes pontos de vista, não só dos (claramente) protagonistas, o que traz uma carga dramática maior para o livro. Como não se emocionar ao ler os sonhos de adolescente de uma menina apaixonada por um boy que ela nunca vai ter? Chorei em a...